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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Resoluções para - temporada - 2010

Prometi que ia deixar de ser (na verdade, estar) espírito de porco. Que não ia mais reclamar... que deixaria de ser (estar) ‘secadora’. Não que eu estivesse torcendo contra, mas torcer significaria apoiar, dar valor e transmitir energias positivas... e isso eu não estava fazendo.
Criticar técnico, goleiro, zagueiro, diretoria... tudo parte da paixão! Muito disso, impulsividades e precipitações típicas do sentimento. Minha última aquisição literária –
O que a vida me ensinou de Mario Sergio Cortella, Ed. Saraiva – explica que a paixão é egoísta, que é obsessão nossa: por um time, por um objeto ou por uma pessoa. Mostra que essa fixação não é positiva e nem nos faz feliz.
De forma que a atitude a ser tomada é transformar a paixão em amor, esse sim implica trocas, dedicação e cuidados. Enfim, vou ser ‘queri’! Vou ser paciente! Apesar de que amar não significa concordar e mesmo as críticas nem sempre são depreciativas, dependendo da intenção elas podem até se tornar um positivo agente de um processo evolutivo da pessoa de uma forma geral.
Mas como essa diferença entre amor e paixão abre uma infinidade de teorias e opiniões, muito já foi dito, e tudo meio que cai no lugar comum, no óbvio, o problema é que o que é óbvio é esquecido/ ignorado. E é justamente quando a danada da paixão se instala, e domina. E isso vale pra todas as instâncias da vida.
E mesmo as escolhas óbvias, como torcer pela seleção do teu país. Por quê? E se eu quiser torcer pelos
Bafana Bafana? Mas a questão é justamente escolher paixões que se possa amar. E como é que se escolhe as paixões? e em qual investir? Como saber se vai virar amor? E se não começar com paixão? Se for só curiosidade? Acaso? Tô falando de tudo, romance, trabalho, profissão, futebol...
O recomendado é usar a paixão como propulsor, e acalmar o coração até a estabilidade do amor - aquele que cuida e se dedica. Pra que as escolhas que fazemos na vida sejam acertadas, e de fato proporcionem convivências felizes, tanto as sentimentais, quanto as profissionais e também as futebolísticas. Ou seja, tem que ser vigilante! Estar atenta pra perceber quando o sentimento está sendo justificado por motivos pouco consistentes, mas muito convincentes.
Então tá! Prometi, vou fazer. Já tenho algumas paixões: time, seleção.... Vou ser paciente, vou ser ‘queri’ e transformar minhas paixões em amores; no futebol, no trabalho, na vida.
Complicado pra caramba!

::: :: Procura-se amáveis paixões! :: :::

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